Elemento Metal no horóscopo chinês

O Metal é a fase do recolhimento e do corte no ciclo dos cinco elementos chineses. Depois do auge do Fogo e da consolidação da Terra, vem o momento de separar o que fica do que sai. É o elemento da lâmina, do limite e da forma definida.

Quais anos são de Metal

Pela regra do último algarismo, são de Metal os anos terminados em zero, na versão yang, e em um, na versão yin. Assim, 2020 foi Rato de Metal e 2021 foi Boi de Metal. Os próximos serão 2030 e 2031, com Cão e Porco de Metal.

Vale a ressalva habitual: a conta se refere ao ano lunar, e nascimentos de janeiro e do começo de fevereiro pedem conferência da data exata da virada.

Os dois metais

O tronco Geng, Metal yang, é descrito como metal bruto ou arma: massa dura, ainda sem acabamento, que serve pela força. O tronco Xin, Metal yin, é descrito como joia ou lâmina fina: metal já trabalhado, que serve pela precisão.

A distinção útil é entre força bruta e refinamento. Os dois cortam, só que de modos diferentes, e a leitura tradicional observa qual dos dois a situação pede.

O Metal nos dois ciclos

No ciclo de geração, o Metal nasce da Terra, porque o minério vem do solo, e gera a Água, numa associação que costuma gerar dúvida. A explicação tradicional aponta para a condensação: superfície metálica fria junta orvalho, e na prática é isso que se observa numa lata gelada.

No ciclo de controle, o Metal corta a Madeira e é fundido pelo Fogo. São duas relações de oficina, e vale notar que a lógica dos ciclos é quase toda assim: observação de trabalho manual transformada em esquema.

Correspondências tradicionais

  • Estação: outono, quando se colhe e se poda.
  • Direção: oeste, onde o sol se põe.
  • Cor: branco.
  • Planeta: Vênus.

A estrela que eram duas

Vênus é o astro mais brilhante do céu depois do Sol e da Lua, e o nome chinês antigo do planeta remete diretamente a esse brilho branco. A associação com o Metal, portanto, é visual antes de ser simbólica.

O detalhe que vale conhecer é outro. Vênus aparece ora pouco antes do nascer do sol, ora pouco depois do pôr do sol, nunca no meio da noite, porque a órbita dele é interna à da Terra. Por causa disso, várias culturas antigas o trataram como dois astros distintos, com nomes separados para a aparição matinal e para a vespertina, e os registros chineses preservam esses dois nomes.

Perceber que se tratava do mesmo corpo exigiu observação sistemática ao longo de anos, acompanhando o ciclo de aparições. É um bom lembrete de que esses sistemas de correspondência nasceram de registro paciente de céu, e não de intuição.

Para ver como o Metal se relaciona com os demais, vale o texto sobre os ciclos de geração e controle.

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